Era uma vez duas histórias. Duas personagens que supostamente nada tinham em comum. Dois mundos completamente diferentes e que não existem.
Numa pequena cidade morava a Andreia que era uma rapariga cheia de energia e cheia de amigos. Andreia não tinha medo de experimentar coisas novas nem de se aleijar. Mas ela sabia que não queria deixar ninguém triste com ela. Ela usava um vestido preto de renda e um casaco comprido. É ruiva e tem olhos de um verde escuro. As sardas dela são realmente adoráveis aos olhos de quem as via. Andreia foi à festa de Outono e começou assim a sua aventura.
Numa colina verde e acolhedora estava esta casa perto do pequeno rio Alfa. Morava nessa casa a senhora Ana. Tinha o cabelo curto e muito loiro mas cuidava de o encaracolar sempre que ia à cidade. Morava com o seu gato preto, o Amilcar. A casa da senhora Ana era acolhedora. Tinha uma cozinha com vista para a base da colina. De lá poderia ver quem estaria a chegar à sua colina. Do quarto apenas a vegetação de uma floresta, o que a assustava. A senhora Ana tinha medo de seres sobrenaturais.
Sobrenatural são as coincidências deste pequeno mundo quando Andreia encontra o seu antigo colega António na mesma festa que ela. Trazia a sua namorada Anabela, mas dela pouco lhe interessava. Andreia ficou feliz em ver uma cara conhecida, mas continuou o seu percurso na festa. Procurava a sua amiga Ângela, mas foi a outra amiga que encontrou. Ela estava com o seu namorado a ver os foguetes da festa quando a Andreia pediu à amiga para ter a sua companhia. A amiga aceitou juntamente com o seu amor. A Andreia estava contente por ver que estava bem acompanhada, quando o grupo de rapazes se aproximou com as mãos cheias de vícios. Andreia não gostou e estava finalmente com medo.
Medo era o que a senhora Ana tinha quando ia para o quarto. O quarto tinha uma porta para o exterior, mas essa porta sempre se encontrava fechada. Mas não sabia a senhora Ana que não era essa porta que tinha que fechar. A senhora Ana queria uma televisão. Encomendou o aparelho de forma que o levassem a casa. A senhora Ana era magrinha e baixa, mas cheia de energia. Gostava de se modernizar apesar de viver uma vida tão sossegada. Quando a televisão chegou, foi o seu maior medo que chegou.
Chegou o grupo de rapazes com as mão cheias de vícios. Para quem não tinha medo, Andreia estava muito perturbada mas a amiga e o seu amor estavam mais maravilhados com os foguetes das festas. Andreia sabia que tinha que enfrentar esse medo e foi com os rapazes para cima, deixando a amiga e o seu amor. Ela foi com eles até à garagem e sabia que nada bom de lá poderia vir. Eles tinham cigarros e álcool à vista, mas a droga que escondiam era o que pretendiam usar. Andreia sabia que devia pedir ajuda.
Ajuda era o que a senhora Ana pedia quando um ser não-vivo entrou pela a sua casa a dentro. Ele era cinzento e tinha vermes a sair dos olhos. Andava devagar e por isso o senhor Amando da loja perto da colina ouviu a senhora Ana e veio em seu socorro. Mas quando chegou, o senhor Amando não conseguia acreditar no que estava a ver. Era um zombie, e era real. A senhora Ana fechou-se no quarto com o Amical e deixou o zombie sozinho com o Amando que lutou contra ele até deixar de sentir o seu corpo. Não morreu, mas ainda lá estava com o zombie. Neste momento, o Amando já não lutava.
Lutava com todas as suas forças, mas eles agarravam com mais força. Mas a sorte estava do lado da Andreia. António passou pela oficina onde estava o grupo de rapazes com a Andreia e foi lá. Andreia agarrou-se a ele e ambos começaram a correr. Anabela apenas viu que o seu amor estava a fugir com uma rapariga ruiva. Andreia nunca quis magoar ninguém, mas às vezes é inevitável para sobreviver. Meteram-se no carro e só pararam perto da colina, onde António morava com a sua mãe e irmãos.
Quando chegou mais gente para ajudar a senhora Ana, estavam dois zombies perto da porta. Um deles era parecido com o senhor Amando. Uma dessas pessoas que chegaram era a mãe do António que deixou um recado para o filho que tinha saído. António e Andreia foram para a casa da senhora Ana para tentar perceber o que estava a acontecer.
Era quase de manhã quando chegaram à casa da senhora Ana. Estava muito silencioso. Andreia e António percorreram a casa por fora e apenas viram através da porta do quarto a senhora Ana deitada com o gato e na cadeira estava alguém com o comando da televisão. Não parecia haver sinais de arrombamento ou estar mais alguém. Andreia bateu à porta para ver se a senhora Ana ia abrir, mas ela continuava deitada sem se mexer. Ela estava muito pálida e não sabiam se ela estava viva. O homem que estava na cadeira era cinzento e Andreia conseguiu ver um verme a sair do seu olho à medida que ele avançava para abrir a porta.
Andreia e António desataram a correr. Mas por todo lado estavam a surgir mais zombies. Um deles era a mãe do António. Abriram a porta do lado da cozinha e esconderam-se. O António tentou esconder-se na cozinha, mas sem sucesso. Foi ter com a Andreia ao quarto. António escondeu-se debaixo da cama onde jazia a senhora Ana e a Andreia estava atrás do móvel.
Silêncio. Mais ninguém se mexe, vivo ou morto.
Mas a senhora Ana levantou-se. Estava morta. Amilcar estava vivo e foi ter com a Andreia. O gato tinha um líquido verde na orelha.
Como?
As histórias uniram-se por causa desse líquido verde. O senhor da entrega da televisão acariciou o gato e parte desse líquido ficou na sua mão. Esse líquido passou da mão para a sandes que estava a comer e ingeriu o líquido que o matou mas não o suficiente. Começou a apodrecer a cada movimento que fazia sem se aperceber. Tosse, espirro, dentadas… Tudo isso foi transmitindo o líquido verde que fazia os corpos apodrecer.
Todos menos o do Amilcar. Andreia e António fugiram e levaram o gato com eles.
-Um gAto chAmAdo de AmilcAr, um medo que se reAlizA, e Zombies.
A.F.DiAs